Recentemente, no Baidu Hot Search, o tópico "A educação é em si um belo encontro bidirecional" atingiu um valor de popularidade de 762, e nos comentários inúmeros professores, pais e alunos compartilharam suas histórias. Alguns postaram cartões de agradecimento escritos à mão por alunos na formatura, outros lembraram da noite em que o professor os levou para casa na chuva, e outros refletiram: por que frequentemente transformamos a educação em "amor não correspondido"?
A educação, no fundo, nunca foi um processo de "enchimento" em que o professor fica no palco fazendo uma saída unidirecional e o aluno senta-se passivamente recebendo. É mais como uma reação química bidirecional, dinâmica e cheia de surpresas. Você me acende, eu te ilumino, e no choque mútuo nos tornamos pessoas melhores.
I. Aqueles momentos de "encontro bidirecional" são a verdadeira face da educação
Conheço um professor de chinês do ensino médio que leciona há vinte anos em uma cidade do interior, o Zhou. Ele tem um hábito: antes da formatura de cada turma, escreve uma carta à mão para cada aluno, com algumas centenas ou até mais de mil palavras. Alguns o aconselham: "Em que época vivemos? Não basta mandar um WeChat?" Zhou balança a cabeça: "Entre as palavras há calor, a criança pode sentir."
No último Dia dos Professores, ele recebeu um presente especial — um aluno que já havia se formado há dez anos recopiou a carta que recebera na época e anexou ao lado sua própria reflexão por também ter se tornado professor de língua portuguesa: "Professor Zhou, aquela frase que o senhor me escreveu na época, 'as palavras são os barqueiros da alma', agora eu a conto aos meus alunos."
Quando o velho Zhou me contou isso, seus olhos ficaram um pouco vermelhos. Ele disse: "Naquele momento, senti que valeu a pena ser professor."
Isso é um encontro mútuo. O professor dá seu coração sincero, o aluno o recebe e, muitos anos depois, transmite essa sinceridade adiante. Não é uma recompensa imediata, mas um eco tardio, porém incomparavelmente esplêndido.
II. Por que frequentemente transformamos a educação em um "amor não correspondido"?
Mas a realidade nem sempre é tão bela. Na maioria das vezes, vemos: o professor se esforçando até ficar rouco na sala de aula, enquanto os alunos cochilam lá embaixo; os pais gastam fortunas em aulas de reforço, mas a criança se desinteressa cada vez mais pelos estudos; a escola se empenha ao máximo para aumentar a taxa de aprovação, mas os alunos acham que "estudar é para os pais".
Onde está o problema?
Primeiro, reduzimos a "educação" a "ensino". Muitos pensam que educar é apenas transmitir conhecimento, fazer exercícios e prestar exames. Mas a verdadeira educação é o despertar da personalidade, o acender do pensamento, a ressonância emocional. O conhecimento é apenas o veículo, não o fim. Quando o professor só se concentra na nota, o aluno naturalmente só se concentra na resposta, e o "encontro" bidirecional se transforma em "indução" unidirecional.
Segundo, ignoramos a "subjetividade" do aluno. Há um velho ditado na educação: "Você pode levar o cavalo até o rio, mas não pode forçá-lo a beber água." Da mesma forma, você pode colocar o conhecimento diante do aluno, mas não pode forçá-lo a amar. A verdadeira educação exige que o aluno dê o primeiro passo. E esse passo, muitas vezes, precisa que o professor estenda a mão primeiro.
Terceiro, o sistema de avaliação é muito único. Quando toda a sociedade mede um aluno apenas pela nota e um professor apenas pela taxa de aprovação, ambos ficam amarrados no mesmo carro de guerra, exaustos, sem tempo para o "encontro".
III. A premissa do encontro bidirecional é ver a "pessoa"
Admiro especialmente a prática de um diretor de escola primária. Ele implementou na escola o "Dia sem Críticas", um dia por semana em que os professores não podem criticar os alunos, apenas descobrir seus pontos fortes e dizê-los pessoalmente. No começo, os professores achavam "como isso é possível?", mas após um semestre, a mudança aconteceu: os alunos começaram a procurar os professores para conversar, mais mãos se levantavam em sala, e até a criança mais travessa começou a fazer a lição de casa com seriedade.
Por quê? Porque os alunos sentiram-se "vistos".
A essência da educação é a interação entre pessoas. O professor vê as necessidades, emoções e confusões do aluno; o aluno vê a dedicação, o cansaço e as expectativas do professor. Quando ambos estão dispostos a abandonar a armadura do "papel" e se encontrar como pessoas reais, a educação realmente acontece.